meramente ser

A palmeira no final da mente,
Além do pensamento último, se eleva
Na brônzea distância,

Um pássaro de penas de ouro
Canta na palmeira, sem sentido humano
Nem sentimento humano, um canto estrangeiro.

Então compreende-se que não é a razão
Que traz tristeza ou alegria.
O pássaro canta. As penas brilham.

A palmeira paira no limiar do espaço.
O vento roça devagar seus galhos.
As penas de fogo do pássaro pendem frouxas.

Wallace Stevens (poeta norte-americano)

Lançado em 04/05/2009

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