sobre avessos e abismos

dos momentos que a vida apresentara
a mim, sob a penumbra do entardecer,
julgo das sombras no jogo entrever
instâncias que a memória olvidara.

a recordação o passado descerra
o porão de minha casa interior:
revisito cômodos: o corredor,
os quartos; deixo as janelas abertas.

abandono-me numa fuga a esmo
ou me encerro na solidão de mim mesmo?
lágrimas olhos o rosto – me aborreço

saudades e esperanças se confundem
nos instantes que o tempo iludem.
é que às vezes sou os meus avessos.

Geraldo Magela de Castro

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