ladrão de vento

oco, oco é o que sou dividido
pelo demiurgo
aceito minha condição
não em silêncio
ainda que sem esperança
o inacessível permanece admirável

arraso o outro com amarras
pés dilacerados por minhas presas
cortes transversais
bebo murchas células de vinho
desse ser sabedor de mortes
morto de nada o amor e guerra
não faço nada e contribuo para decifrar
sobras e ruídos entre túmulos
o abismo

Milton César Pontes

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Uma resposta to “ladrão de vento”

  1. Luiz Claudio Says:

    Milton Cesar,

    Tenho acompanhado de longe sua trajetória.

    Aguardo contato.

    Luiz Claudio (Zé)

    Curtir

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