difícil, sempre

Sempre difícil, encontrarmo-nos, difícil, sempre separarmo-nos.
E murcha cada flor no vento que declina.
Terminado que é o fio, morre na primavera o bicho-da-seda.
A vela seca as lágrimas – quando já é cinza.
De madrugada, o espelho faz-me triste, mudados nele os meus cabelos.
A voz que canta na noite, acorda o frio sentido do luar.
Daqui não é longe… daqui à ilha dos Imortais,
Pássaro azul, depressa, gostava de lhe dar uma espreitadela.

Li Shangyin
(tradução de Gil de Carvalho)

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