não podem tanto

Que peito, Doroteu, que peito pode,
Constante, persistir nos sãos projetos,
Ouvindo as ameaças do tirano
E, junto já de si, o som dos ferros!
Somente, Doroteu, os homens santos
Que a sua lei defendem, vêem os potros,
Vêem cruzes, cadafalsos e cutelos
Com rosto sossegado; os outros homens
Não podem, Doroteu, não podem tanto.

Tomás Antônio Gonzaga
(trecho de Cartas Chilenas)

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