quinta

O magma do dia escorre
ao sol no asfalto
e enlameia os passeantes;

entre vinagre e açúcar
se liquefazem
quando a sarjeta atrai
o capricho de um
e a esperança malfadada
de quem sobrará.

Todos os dias são fronteiriços,
espaço e tempo entre impotência
e saudade refeita,
onde o desejo
e a velha ordem guerreiam.

Doce é embriagar-se de brisa noturna,
o riso ingênuo
e a espuma do mar,
fiéis que somos
às partículas que nos soldam.

Antônio Siúves

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