laudo

Sua mão de enxada imprópria
para a pena, cheia de nós e veias
não combina com a magreza
do braço, do corpo, do corte reto
do perfil que o nariz conduz na face
feita a traço, com a linha fina
da boca, da voz travada, taquigráfica
com os olhos de bola de gude azul
atrás do aro dos óculos de tartaruga.

Sua mão grossa é para medir
o espaço das perdidas fazendas
e anotar no livro-razão, não o ar
o céu que as cobre, o sublime
controle das nuvens, a palavra
precisa e preciosa descoberta
mas o deve & haver da criação
no dia corriqueiro que a vida
e a morte transpassam indiferentes.

Armando Freitas Filho

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