releitura

Quem relê Drummond é sempre um outro.
Mesmos olhos que ganham, cada vez
lentes melhores, ou é o olhar que vê por outro ângulo.
Poesia de tantos anos, não se dissipa – muda de posição
alcança inesperado matiz na ponta do verso livre:
drummondicionário em perpétua elaboração, se reescreve
até quando a cor ecoa, livro aberto
que inaugura, iluminado de forma diferente
o sentido da página da vida em trânsito
os verbetes que vão da manhã porosa à noite emparedada.
Drummond difere, desfere, divaga, diverso
linha a linha, movendo seu traçado, de acordo
com a transformação que se imprime em nós, impressentida.

Armando Freitas Filho

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