o rio sinuoso

Todo dia, ao voltar da audiência imperial,
           empenho minha roupa de primavera.
Vou para a margem do rio,
           e só depois de bêbado
           retorno a casa.
Dívidas de vinho,
           deixo penduradas em qualquer cabide.
Nessa vida, chegar ao setenta,
           é muito raro,
           desde os tempos antigos.
As borboletas esvoaçam
           sobre as flores,
e de tempos em tempos
           uma de mim se aproxima.
As libélulas roçam a água
           em seus leves voos.
Breve é o tempo
           de estarmos juntos.
Melhor gozá-lo,
           já que não obedece
aos nossos desejos.

Du Fu

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