não tem cor

Meu nome não tem cor. Meus olhos são claros embora sejam escuros, são olhos em busca do firmamento.
Minha pele é mutante. Minha pele é como eu a vejo, do branco ao preto, azul, marrom, pele sem geografia e atenta, pele de ritmos e linhas.
É uma pele com asas de borboleta, um tecido que é um ninho e também o seu abandono. Minha pele me descasca, queima, acaricia, faz-me sombra e chuva. Minha pele não existe quando eu sinto e escrevo. Quando eu escrevo,
minha pele cede lugar à minha carne e à minha substância, e minha carne e minha substância são a minha pele e o meu nome. O meu nome não tem cor, tem amor, assim como a minha pele.

Helena Terra

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