fogo posto

Agora, que te lembro
já o trigo dorme no silêncio das arcas
e os frutos tombam maduros nos pomares.
Há um tempo talhado para todos os amores
e quando me vires chegar
por restolhos
onde outrora esvoaçaram borboletas
não julgues crime
se atear fogo no teu peito

é apenas a súplica de um cobarde
que pensava ser deus.

Helena Figueiredo

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