vesperal

Campos, ravinas verdejantes, arvoredo
vestindo os montes como um fofo terciopelo…
A tarde, um sino ao longe erguendo o seu apelo
ao vesperino azul, fundo como um segredo…

A tarde, um sino ao longe… Estrelas ambarinas
na limpidez do céu acordam, vacilantes…
Mugem num tom suave os bois pelas colinas;
afogam-se na sombra os contornos distantes…

Paisagem vesperal que palpitante espia
a estrela do pastor, que já no azul flutua…
A saudade sem causa, a vaga nostalgia
que enche como um perfume este apagar do dia,
gerou-se na minha alma ou acordou na tua?

Roberto de Mesquita

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