o dia em que morreu Diadorim

O dia em que morreu Diadorim
Todas as flores murcharam no jardim

Quatro tábuas cortadas a facão
Apregadas compuseram seu caixão

Redemoinhos se formavam no terreiro
E o vento apagava o candeeiro

Não se ouvia um pio de acauã
Labaredas arrastavam a manhã

Nem um boi mugia no curral
Nem um soluço saltava do embornal

Nem um passo, nas veredas, se ouvia
Nem a lua, que tudo alumia

Abriu seus olhos, claros, como os dela
Em cada canto da mesa uma vela

O seu corpo todo foi lavado
Pelas lágrimas de dor de Riobaldo

Todo amor, de alguma forma, tem seu fim…
O dia em que morreu Diadorim

Goulart Gomes

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