forma&fundo

Um poema precisa ser
mais que o simples
desenrolar da elipse
ascendendo em fuso
afunilado.

Se sobe
(e é bom que suba),
deverá desenrolar-se
de si mesmo,
multiplicar o impulso
inicial e acelerar
o arranque da subida.

Inútil, porém,
se nessa forma de hélice
despetalada em sons
e sílabas,
não tiver lá dentro
o combustível do sangue
o pulsar de um desejo
o fundo de um grito
que ateste a sua
condição humana.

Ivo Barroso

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