cerco

Avança lenta, não derruba porta.
Ronda a casa e, às vezes, deita na cama.
Usará punhal? Envenena aos poucos?
Vai sugar a pouca força encontrada
no corpo já partido, definhado?
Talvez, compadecida com o cansaço
das pupilas que nada querem ver,
– ou sequer sonhar – ela encurte o ato,
e rompa logo o cordame dos cabos,
livrando o barco para, enfim, zarpar.

Lígia Cademartori

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Uma resposta to “cerco”

  1. anisioluiz2008 Says:

    Republicou isso em O LADO ESCURO DA LUA.

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