Archive for the ‘Eustáquio Gorgone de Oliveira’ Category

glebas de fonemas

15/10/2012

A poesia vai sendo assim
escrita, cardo-santo no
estômago. Aos poucos,
outra luz na noite, azul que costura o corpo
das crianças. Em glebas
os fonemas se encontram,
os amargos e doces.
A poesia vem sendo assim
escrita. Enquanto
houver tardes, âmbulas,
cada palavra será guardada
em óleos santos.

Eustáquio Gorgone de Oliveira

às vezes, antes do poema

10/09/2012

Às vezes, antes do poema
Vamos à janela.
O céo não está no céo,
Nem flores proliferam
Flores.
Já se formou o mundo
E agora a luz repete
A luz.
Amor e solidão apenas
Palavras móveis:
As duas mãos do esmoler.

Eustáquio Gorgone de Oliveira