Archive for the ‘Milton Nascimento’ Category

nada será como antes

01/01/2016

Eu já estou com o pé nessa estrada
Qualquer dia a gente se vê
Sei que nada será como antes, amanhã
Que notícias me dão dos amigos?
Que notícias me dão de você?
Alvoroço em meu coração
Amanhã ou depois de amanhã
Resistindo na boca da noite
Um gosto de sol

Num domingo qualquer, qualquer hora
Ventania em qualquer direção
Sei que nada será como antes, amanhã
Que notícias me dão dos amigos?
Que notícias me dão de você?
Sei que nada será como está
Amanhã ou depois de amanhã
Resistindo na boca da noite
Um gosto de sol

Milton Nascimento/Ronaldo Bastos

coração civil

15/06/2015

Quero a utopia, quero tudo e mais
Quero a felicidade nos olhos de um pai
Quero a alegria muita gente feliz
Quero que a justiça reine em meu país
Quero a liberdade, quero o vinho e o pão
Quero ser amizade, quero amor, prazer
Quero nossa cidade sempre ensolarada
Os meninos e o povo no poder, eu quero ver

São José da Costa Rica, coração civil
Me inspire no meu sonho de amor Brasil
Se o poeta é o que sonha o que vai ser real
Vou sonhar coisas boas que o homem faz
E esperar pelos frutos no quintal

Sem polícia, nem a milícia, nem feitiço, cadê poder ?
Viva a preguiça viva a malícia que só a gente é que sabe ter
Assim dizendo a minha utopia
Eu vou levando a vida, eu vou viver bem melhor
doido prá ver o meu sonho teimoso um dia se realizar

Milton Nascimento e Fernando Brant

sonho de moço

26/10/2012

Pensam que não vale mais eu vir cantar
Rumos de povo e coisa e tal
E sonhos de moço pensam ser devagar
Morreram com quem já não é
É hoje, sempre, amanhã, sempre está
Sou homem, sou jovem, menino, sou eu
Por mais que me mate o amanhã
A fé me transborda essa manhã
O pão, mais um dia, o dom da vida
O sol da vida, eu quero acreditar
O pão, me mereça essa manhã
Que importa se estou a repetir
Sessenta e oito, qualquer dano, o dano todo,
Quero acreditar

Mas de quem tá atrás de mim quero ver
Um amanhã em tudo meu
Dar liberdade quem está atrás de mim
Menino, quero acreditar
Ah, isso eu quero acreditar
Façam por onde acreditar

Francis Hime/Milton Nascimento

primeiro de maio

30/04/2012

Hoje a cidade está parada
E ele apressa a caminhada
Pra acordar a namorada logo ali
E vai sorrindo, vai aflito
Pra mostrar, cheio de si
Que hoje ele é senhor das suas mãos
E das ferramentas

Quando a sirene não apita
Ela acorda mais bonita
Sua pele é sua chita, seu fustão
E, bem ou mal, é seu veludo
É o tafetá que Deus lhe deu
E é bendito o fruto do suor
Do trabalho que é só seu

Hoje eles hão de consagrar
O dia inteiro pra se amar tanto
Ele, o artesão
Faz dentro dela a sua oficina
E ela, a tecelã
Vai fiar nas malhas do seu ventre
O homem de amanhã

Milton Nascimento/Chico Buarque de Hollanda

que bom, amigo

22/07/2009

Que bom, amigo
Poder saber outra vez que estás comigo
Dizer com certeza outra vez a palavra amigo
Se bem que isso nunca deixou de ser
Que bom, amigo
Poder dizer o teu nome a toda hora
A toda gente
Sentir que tu sabes
Que estou pro que der contigo
Se bem que isso nunca deixou de ser
Que bom, amigo
Saber que na minha porta
A qualquer hora
Uma daquelas pessoas que a gente espera
Que chega trazendo a vida
Será você
Sem preocupação

Milton Nascimento

Lançado em 20/07/2009